quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

EM MUNDO DE POESIA - A IMPORTÂNCIA DE SERMOS CRÍTICOS

por Luna Di Primo

Essa não seria a postagem deste mês. Aliás, são tantos os temas se atropelando à minha frente. Porém, nos meus andares pelo pesquisar deparei-me com uma tese sobre o poema haicai (poderia ter acontecido com outro poema ou outro tipo de texto, mas trago esse como exemplo, pois foi o que encontrei novamente a  questão). Assim, mais uma vez pude constatar um fato que parece consolidado ou se consolidando na poesia e isso me preocupa deveras: a falta de crítica e/ou senso crítico por parte de poetas, estudantes e escritores. Essa ausência está se tornando sólida.
Não falo dessa crítica, aberrada, sem educação, ignorante, grosseira, sem base, sem nível, sem moral, que magoa, ofende e diminui o valor das pessoas e das coisas. Essa vem de ‘intentes’ e não interessa a não ser para estudos com outro direcionamento.
Falo, sim, da crítica madura, saudável, construtiva; falo da capacidade de questionar, ponderar e até negar um fato que se espalha e se torna uma verdade, sendo ou não. Isso acontece muito na história. E na poesia não é diferente, por isso necessita-se do senso de se perguntar é ou não é, assim, foi ou não foi assim. É diferenciar o olhar do comum.Tantos fatos são passados de boca em boca e até mesmo criados, inventados e vão para o papel se registrando como verdade. E foi isso que encontrei na tese sobre haicai. A mesma história, repetida até nas vírgulas por falta de visão crítica apurada para fazer melhor ou fazer correto. E esse fazer é pesquisar, pesquisar, pesquisar, seja o que for. Quem garante que não há outra versão daquilo que vemos ou lemos ou fazemos e saímos a repetir, como faz o papagaio, o macaco, o mico... Somos seres pensamentes, dotados de inteligência invulgar, saibamos tirar proveito para conquistarmos o saber, a evolução. Temos ai, ou aqui, a internet que não deixa margem de engano em relação ao fato, já que esta se torna o melhor que há em proliferação de coisas certas e erradas. Acredito que só não ganhe do boca a boca e da fofoca que atravessam a história e, penso que jamais chegará a um fim.
Vemos tantas histórias, tantas, que tempos depois de ser alimentada como verdadeira nos chega a versão real e olha, até dessas devemos duvidar. O poeta, o escritor, artista em geral, deve manter em si o cientista da arte, para que ela – a arte – jamais morra. O artista deve aprender com o lavrador. O lavrador é o artista da vida. Ele lavra, modela, planta, cuida e aguarda pela colheita. Em caso de poesia, o poeta tem no papel a sua terra a ser lavrada com 26 ferramentas bem afiadas, e com as quais pode se obter lindas plantações ou se ferir todo ou até, matar a si mesmo. Não deixe que a falta desses elementos primordiais - crítica e/ou senso crítico – queime ou torne mirrada a sua colheita.
EM MUNDO DE POESIA todo e qualquer quinhão deve ser bem cuidado, bem adubado e receber boa semente. (Luna em 20 de janeiro de 2015)

Obrigada pelo carinho do ler, comentar, curtir e compartilhar.



















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