quinta-feira, 23 de novembro de 2017


A POESIA E A LINGUAGEM FORMAL

Quando se usa a linguagem falada se obtém melhor entendimento, pois, além da palavra tem-se a entonação da voz, o gestual e a expressão facial que leva ou promove o entendimento do interlocutor; já na escrita são, apenas, os caracteres a formar as palavras e a interpretação é puramente extraída via sentidos e cérebro.
A pontuação vem, exatamente, promover a substituição desses movimentos expressivos no texto escrito a facilitar a interpretação; isso, quando o leitor conhece os seus significados gráficos.  Assim, cada sinal usado ultima-se a representação da linguagem falada.
Na poesia não é diferente, isso, quando se fala em prosa – contos, crônicas... – a pontuação acontece ou deve acontecer conforme dita o idioma usado, no caso do Brasil, a Língua Portuguesa do Brasil. A escrita em forma de prosa facilita o uso da linguagem formal de comunicação em todas as suas exigências. Isso quer dizer sobre o uso da língua culta, embora, em determinados casos, o autor prefira usar a linguagem coloquial, ou seja a linguagem que se usa no cotidiano. Dificilmente se usa a linguagem culta na comunicação do dia a dia de uma população e essa fica reservada e obrigatória no sistema institucional público e privado como universidades, empresas e outros. Tanto na prosa quanto no poema pode-se usar todos os recursos disponíveis quanto à linguagem, inclusive a pontuação, porém, ao falar-se em poema a conversa já toma outro caminho.
O poema é algo como a universalidade da poesia; é seu mundo de estrelas, o ar misterioso da vida, seu tempo sem tempo, seu caminho sem fim.  No poema - com exceção do parnasiano que exige linguagem rigorosamente dentro do padrão culto – a composição pode ser em linguagem culta ou coloquial. Conforme se escreve um poema, ele mesmo pode classificar a linguagem a ser usada. Tem composição que só fica bonita em determinada linguagem e cabe ao poeta a capacidade de sua identificação.
A pontuação, elemento importante na escrita, pode ser o embaraço de muitos e em muitas leituras.
Conforme se compõe o poema o poeta sente a exigência da pontuação e qual deve ser; outro de forma alguma admite ser pontuado. E se o poeta quer pontuar é obrigado a mudar todo ou a maior parte do poema e isso inclui a mudança de palavras, também.

A poesia se determina e não admite determinações do poeta e muito menos da linguagem, embora o contrário se aparente.



Agradeço a sua leitura.




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