quarta-feira, 22 de julho de 2015

EM MUNDO DE POESIA - LIVROS - parte 3 - MODERNO OU TRADICIONAL?




Há muitas falas sobre os avanços tecnológicos em relação ao livro. Poeta/escritor, leitor, editor, produtor, revendedor e mais uma gama de interessados discutem o assunto.
Foco meu texto em poeta/escritor e leitor, pois são estes que compõem meu interesse nesta redação.
Não se sinta uma pessoa 'antiga', 'ultrapassada', 'atrasada' ou retardatária em relação à política de produção e ou aquisição de livros. Muitos já se sentem constrangidos em dizer sobre seu gosto e preferência pelo livro de papel. Já, até, há quem o chame de velho e bom livro de papel. Os mais agressivos chegam a chamar de obsoleto. Outros se justificam na preferência como alguém analfabeto em relação à tecnologia e informática. Alguns dizem do amor ao livro tradicional. Justificativas aceitas e entendíveis frente à tamanha campanha em defesa da supremacia do mercado do livro eletrônico. Há os menos cientes que fazem até apologias aos leitores digitais, fazem festa e noticiam a sua aquisição com certa vaidade.
Acontece que cada um é uma coisa e nada tem um a ver com outro em termos de igualdade. Moderno ou tradicional? Impresso ou digital? Eletrônico ou papel? Boa pergunta - alguém diria.
É... Diferentes, mesmo, mas parecidos. Um se lê no papel, outro numa tela.  O custo é variável entre um e outro. Um é bastante leve e fácil de carregar, outro pesa pouco ou muito dependendo do volume. Um pode durar muitos anos e - já se encontrou exemplares datados de cinco mil anos – e sua principal matéria prima é totalmente reciclável, outro tem durabilidade, estourando, de cinco anos.   Ambos são prejudiciais ao meio ambiente em termos de produção. Ambos são combatidos por seus opostos. Ambos não podem com água, nem com fogo. Um a água dissolve com facilidade, o outro não se dissolve com água.  Um deixa apenas cinzas quando queimado, outro um amontoado de mistura de metal, plástico, cera e cola, inquebrável e dificilmente devorado pelos elementos naturais. Ao cair, um pode se quebrar ou invalidar, outro não. Um pode ser emprestado ou coletivo, outro é de uso único, raramente, vai de uma mão a, ou para outra. Um pode-se carregar para onde vai, outro tem restrições e pede complementos, tais como: aparelho adequado, bateria, energia elétrica, internet... Ou seja, um pode chegar ao sem fim, outro não.
Um traz tecnologia avançada que fascina e até ensina a quem tem interesse, em oposto ao quase primarismo de outro lado. Porém, há que se ponderar.
O progresso acontece, mas não garante ser totalmente ou somente bom. Progressão é diferente de evolução. Pode-se progredir e em nada ou pouco evoluir. Uma pessoa que nunca aprendeu a ler e escrever ou possui parco aprendizado, mas, convive com pessoas de grande conhecimento, o seu modo de ser e agir vai modificando para melhor com o conhecimento que vai adquirindo nessa convivência e isso é evolução. Enquanto isso, uma pessoa que estuda até o ‘último’ grau do conhecimento acadêmico ou bem perto disso, mas é um tipo grotesco e ignorante no modo de ser ou agir, quer dizer que progrediu, mas não evoluiu. Assim acontece com a tecnologia, com o desenvolvimento.
O telefone é o produto eletrônico mais popular, dentre todas essas invenções – fone’s, lep’s, note’s, tablete’s... - e em breve será o mais completo, senão, o que prevalecerá dentre todos. Mas, isso é outra história.
A questão é que toda a briga para a prevalência se torna, ela mesma, o que há de mais obsoleto. Embora, comparações sejam feitas, os processos são distintos e, particularmente, uma questão de preferencia na aquisição. Os dois são prejudiciais ao universo em matéria de processo de produção e resta saber qual é mais em questão de matéria prima usada. Se por um lado o livro de papel, além da devastação como alegam, sobre a questão florestal, a falta de consciência do homem na utilização da matéria prima e ainda, provoca a liberação de carbono no ar, etc., o livro eletrônico, na sua produção não é menos prejudicial, além de emissão de ondas magnéticas com efeitos não totalmente conhecidos e estudados, não é, também, todo conhecido em suas reações e consequências ambientais. Portanto, não há porque existir campanhas personificadas e direcionadas de um contra outro. O tempo dirá do vencedor ou ambos permanecerão no mercado - pela mão e mente do homem.

EM MUNDO DE POESIA o mais importante é a sustentabilidade.

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Escrevo nessa coluna como forma de colaboração com a OPB e em nome desta agradeço  seu prestigio em comentar, curtir e compartilhar. Obrigada.

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