quarta-feira, 2 de setembro de 2015

EM MUNDO DE POESIA - LIVROS - parte 4 - COM OU SEM EDITORA?



Antes de tudo cabe dizer, aqui, que nunca enviei escritos meus para editora alguma analisar. Então, nunca ofereci meu trabalho ou tentei algum patrocínio de editora para meus livros.  Nada contra e nem receio de ter meus escritos recusados por elas, pois todo aquele que enviar passa pelo mesmo processo, portanto, corre o mesmo risco, ou seja, estamos todos no mesmo barco. Isso é fato bem natural, até porque uma editora é uma empresa e empresa visa e deve alcançar, pelo menos, sua meta lucrativa. Assim, naturalmente, vai escolher aquele candidato que melhor se encaixar nos objetivos do momento. O fato é que eu não tenho paciência para aguardar uma análise por tempo tão longo, como é o comum de, no mínimo, três meses. E, também, e, principalmente, não me seria vantajoso, por enquanto. Aliás, a Cartilha do Mindim - em inglês - é patrocinada por uma editora - a única. Porém, como foi uma surpresa (adorável surpresa) esse processo de avaliação e aprovação da obra eu passei em branco; como não sabia, não vi nem esperei nada e tomei conhecimento do fato, somente, na assinatura do contrato. É o que posso dizer sobre essa questão.
Mas, a vontade da maioria de quem escreve é ter uma editora cuidando de tudo.
Claro, parece ser mais importante ter quem cuide de tudo e ficar na espera para o grande dia de autógrafos. E tem-se a falsa ideia de ‘status’ quando uma editora assume a publicação.
Afinal, qual a diferença entre publicar por uma editora ou lançar seu livro independente? Praticamente, nenhuma diferença. Em qualquer das três situações, você terá que ter o arquivo do livro pronto, embora esse arquivo vá passar por correção nas duas situações de editoras – a editora que patrocina e a editora que produz mediante pagamento e a terceira situação que é a conhecida produção por demanda. A primeira, que patrocina, faz tudo, você só acompanha e espera. Dessa você vai receber uma porcentagem sobre as vendas do seu livro e só.  A segunda você envia o arquivo para conferência e correção e o restante é com a editora. O pagamento pode ser à vista, geralmente, com algum desconto ou parcelado com entrada estipulada pela editora. Tem editora que só entrega depois de receber a última parcela do valor assumido. Aqui, exclusivamente, varia em aspectos de editora para editora – detalhes de cada uma. Meu primeiro livro - Sonetos ao Jovem - foi feito dessa forma.
Produção ou impressão sob demanda – tenho maior simpatia por essa - aqui, ninguém manda nem dá palpite, por isso mesmo você tem que saber o que faz. Penso que as vantagens, também, são melhores. Mas, você é responsável por tudo. Eles não olham nada. Existem ‘livros’ horrorosos publicados por esta forma, porque autores resolvem publicar e o fazem de qualquer jeito e com erros abomináveis. Acho essa mais objetiva, embora, dê mais trabalho ao autor. Aparentemente, o exemplar sai mais caro, porém, pode ser apenas aparência.
Na primeira, você não ‘gasta’ nada, mas a porcentagem de ganho é pequena, mesmo. Na segunda, você financia tudo e dependendo do quanto faça de livros o custo reduz bastante e em contraponto você desembolsará uma boa quantia em dinheiro, antes de colocar seu livro no mercado. É o mais por menos. Aqui, quanto menos livro faz mais caro sai a unidade. De cada situação você encontra um tipo de reclamação. Todas levam mais vantagens que o autor. Em todas, a melhor forma de você vender mais e mais rápido é na noite de autógrafos que as duas primeiras proporcionam e sob demanda a organização e patrocínio é seu. Mas, não se sinta um excluído, nas outras formas, o preço está embutido nos pacotes. Hoje todas estão com a mesma estratégia de exposição do produto, ou seja, nenhuma vende seu livro e sim alguém compra seu livro. O que todas fazem é expô-lo em vitrines internéticas e as duas primeiras – editoras - em livrarias físicas.
Ah, você está, aí, na sua cidade e quer publicar seu livro, mas, sem qualquer mediação. Então, faça assim: 1- arrume seus poemas em arquivo em estilo de livro, ou peça a alguém, que saiba, para fazê-lo. 2 – Faça todos os registros necessários e isso envolve pagamentos. 3 – contrate uma gráfica para fazer a impressão. 4 – monte – organize – você, mesmo, ou peça para alguém providenciar sua noite de autógrafos ou caso não a queira, monte sua estratégia de vendas para seu livro – essa parte a maioria não gosta mas, é a maioria que faz: a promoção do livro.

EM MUNDO DE POESIA o fato de ter ou adquirir ‘status’ de autor patrocinado por uma editora pode não ser sinônimo de talento e qualidade literária e sim de ‘comerciabilidade’.

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Escrevo nessa coluna como forma de colaboração com a OPB e em nome desta agradeço  seu prestigio em comentar, curtir e compartilhar. Obrigada.





























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